A resposta de ontem Qual piloto brasileiro ganhou expansão própria em 2019? Ayrton Senna. A expansão Senna Sempre, lançada pela Aquiris em 2019 com o Instituto Ayrton Senna, leva o jogador pelas fases da carreira do tricampeão de Fórmula 1 (1988, 1990 e 1991), do kart às temporadas na McLaren, com carros e pistas inspirados nas corridas dele. |
Dandara se passa em Sal, um mundo onde a criatividade virou crime. Um exército de soldados de capacete ocupa as cidades, cala os artistas e mantém o povo em silêncio, e a heroína desperta para devolver a voz a quem perdeu.
O jogador controla Dandara com dois gestos. Um aponta a direção do salto; o outro dispara. No controle, o direcional mira e um botão manda a guerreira; no celular, o dedo arrasta uma seta na tela, e a heroína vai exatamente aonde a seta indica.
Não existe pulo pela metade. Se não houver sal na direção escolhida, a seta não acende e o salto não sai, e o jogador aprende a ler a sala como um mapa de pontos de apoio.
O sal como moeda
O sal também paga a evolução. Inimigos derrotados soltam cristais, e a heroína gasta esses cristais nos acampamentos, as fogueiras onde o progresso fica salvo, para ganhar mais vida, mais energia ou mais itens de cura.
Quem cai em combate perde o sal carregado e volta ao último acampamento. Para recuperar, precisa voltar ao ponto da queda, como nos jogos da série Dark Souls, e o trajeto de volta costuma ser o trecho mais tenso da noite.
O ataque básico é um disparo curto, que fica mais forte quando o jogador segura o botão. Com o avanço, Dandara ganha poderes novos, como mísseis que perseguem o alvo e um escudo, e cada um abre áreas antes inacessíveis do mapa.
O salto entre superfícies de sal é o jogo inteiro: andar, lutar e explorar passam pela mesma mira.
As cidades de sal
O mapa se divide em regiões com identidade própria. Há a aldeia dos artistas, uma fortaleza militar fria e cinzenta, florestas de cristal e um reino de sonhos onde as paredes mudam de lugar.
Em cada uma vivem personagens que pedem ajuda. Uma delas, a pintora Tarsila, carrega a referência mais direta à cultura brasileira do jogo: o traço lembra a modernista Tarsila do Amaral, autora do quadro Abaporu, de 1928.
Os chefes, os inimigos grandes no encerramento de cada região, exigem saltos rápidos e leitura de padrão. O general Eldar, o vilão principal, comanda o exército e encarna a censura que sufoca o mundo de Sal.
A arte em pixel art (o desenho feito ponto a ponto, como nos jogos dos anos 1990) usa roxo, azul e vermelho fortes, e o lenço amarelo da heroína corta a tela como um sinal. Mesmo de cabeça para baixo, o olho encontra Dandara em meio segundo.
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