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O gabinete original da Midway ocupava o canto dos fliperamas e cobrava uma ficha por partida. Hoje, o caminho mais direto até a versão de 1992 é Mortal Kombat: Legacy Kollection, coletânea da Digital Eclipse lançada em 2025.
A coleção reúne os primeiros jogos da série, inclusive o fliperama original, e roda no PlayStation 5, no Xbox Series, no Nintendo Switch e no computador, pela Steam. Uma partida completa leva cerca de meia hora.
O controle muda a experiência. No fliperama, o bloqueio tinha botão próprio, e a coletânea permite reconfigurar os comandos para o padrão do controle moderno, com opção de voltar o tempo alguns segundos para treinar uma sequência difícil.
As versões caseiras de 1993 chegaram às lojas na mesma data, 13 de setembro, que a Acclaim, editora das conversões, batizou de Mortal Monday (segunda-feira mortal) e anunciou na televisão.
No Mega Drive, o código secreto que liberava o sangue era a sequência A, B, A, C, A, B, B, digitada na tela de aviso. A versão da Sega vendeu mais que a do Super Nintendo, e a Nintendo desistiu do suor cinza na continuação.
O fliperama de 1992 cabe hoje numa coletânea com os comandos originais e o sangue de volta.
Para arrancar a primeira fatality
• Termine a luta perto do rival: algumas exigem um passo de distância, outras a tela inteira.
• Espere a voz anunciar o golpe final antes de digitar a sequência.
• Comece pelo Sub-Zero: a dele usa direcional e um soco, sem botão de bloqueio.
• Treine contra o computador no primeiro nível, onde o rival cai rápido.
A série depois do fliperama
Mortal Kombat II saiu em 1993 e ampliou o elenco. Em 1995, o diretor Paul W. S. Anderson levou a história ao cinema, e a música tema do filme, com o grito do título, tocou nas rádios.
A franquia passou por estúdios e donos. Desde 2011, ela está com a NetherRealm Studios, comandada por Ed Boon e controlada pela Warner Bros. Games.
A entrada mais recente da linha principal é Mortal Kombat 1, de 2023, que recomeçou a história do zero e roda nas mesmas plataformas da coletânea. Os golpes finais seguem lá, agora em três dimensões e com câmera de cinema.
Para quem prefere começar pelo original, a coletânea traz também entrevistas com Boon, Tobias e parte do elenco, gravadas para o lançamento, e as versões caseiras de 1993 lado a lado com o fliperama.
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