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Panzer Dragoon Saga é o terceiro jogo da série Panzer Dragoon, criada pela Team Andromeda, estúdio interno da Sega em Tóquio. Os dois primeiros, de 1995 e 1996, eram jogos de tiro sobre trilhos (a câmera avança sozinha por um percurso fixo e o jogador só mira e atira), sempre nas costas de um dragão.
Para o terceiro, a equipe quis contar uma história longa. Trocou o percurso fixo por regiões abertas para explorar e transformou o tiro em RPG (jogo de interpretação de papéis, em que o jogador conduz o herói por uma narrativa longa e o fortalece a cada batalha).
O caçador sem unidade
O protagonista se chama Edge, um jovem mercenário contratado para vigiar uma escavação do Império, a potência militar dona do planeta. A tropa dele desenterra uma garota adormecida dentro de uma ruína antiga. Um ataque surpresa destrói a unidade, Edge cai num abismo e acorda sozinho.
Quem o salva é um dragão. Edge passa o jogo inteiro atrás dos soldados responsáveis pelo ataque e descobre pelo caminho o nome da garota: Azel, uma criatura fabricada pela tecnologia da Era Antiga, a civilização desaparecida cujas ruínas e máquinas cobrem o mapa.
A relação dos dois vai do medo à confiança. Azel começa como inimiga, aparece em lados alternados da guerra e termina como a personagem central do final.
No caminho, Edge cruza com Craymen, um comandante do Império rebelado contra o próprio governo, e com a caravana, um povoado nômade que serve de base entre uma missão e outra. A história cobre guerra, perda e lealdade sem pressa, em cenas curtas entre as batalhas.
A batalha em quatro zonas
O combate mistura turno e tempo real. Em volta do inimigo, a tela marca quatro zonas: frente, costas e os dois lados. O dragão voa de uma zona para outra enquanto três barras de ação enchem sozinhas.
Cada barra cheia libera um movimento: tiro do dragão, disparo da arma de Edge, magia ou item. Os chefes giram e mudam de ponto fraco, e o radar mostra em cor quais zonas estão perigosas. Ficar na zona segura enquanto as barras enchem é metade da estratégia.
O dragão ainda muda de corpo. O jogador ajusta ataque, defesa, agilidade e poder espiritual numa grade, e a criatura troca de asas e de silhueta a cada ajuste.
Panzer Dragoon Saga transformou o voo de um jogo de tiro em xadrez aéreo.
A trilha e o idioma
A trilha sonora foi composta por Saori Kobayashi e Mariko Nanba, com orquestra sintetizada e coro. Os personagens não falam japonês nem inglês: as vozes usam um idioma inventado pela equipe para a série, e o texto chega por legenda.
O jogo dura em torno de 20 horas, pouco para um RPG da época. Os quatro discos guardavam cenas animadas, cidades e música, e o jogador trocava de disco a cada capítulo.
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